... Elas encantarão o mundo, sabotarão os homens, despertarão as mulheres, tirarão de suas peles a antídoto do desejo, mas espalharão o pecado.
Quando as cobras acordarem os rios não chegarão ao mar, as pessoas não poderão amar, as feridas não vão mais cicatrizar, nem os corpos se tocar.
Quando as cobras acordarem os céus serão mais vermelhos, os ventos soprarão mais ligeiros e as mentes se inquietarão por inteiro.
Quando as cobras acordarem não fará mais sentido partir, não será tão justo sorrir, nem existirá mais lugar para ir.
Se as cobras não acordarem tudo se acabará, será o fim.
Tudo será pior do que o que há de vir.
Tudo se extinguirá sem existir.
São as cobras mais que cordas, mais que elos, mais de mim...
São as cobras, que enroscadas, despertam o que há de belo
São elas que, preparadas, nos tiram deste castelo
Libertam-nos de várias prisões e nos conduzem ao fim...
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Acaso há casos...
Há casos em que o acaso tem sido negligenciado e reprimido como artífice do desconhecimento. Voltaire falava que ele era a causa ignorada de efeitos conhecidos... Os provérbios o tratam como pai e invenção da ignorância... E todo manual esotérico o tiram das possibilidades de explicação de qualquer coisa. Nada é por acaso!
Deve ser mesmo muito difícil, no mundo do controle e da racionalidade, das teias redescobertas de vidas ligadas, aceitar o acaso. É algo fora de controle, interdependente em seu acontecer, mas independente em seu existir. É algo que vai além da simples compreensão, é uma questão de boa vontade... Eu diria até que de sensibilidade... Se nada for por acaso, tudo pode ser um grande acaso...
Acaso há casos em que penso metodicamente na relação entre tudo. Esquematicamente simulo milhões de interações causa-efeito pra explicar como as coisas se deram, se dão e hão de se dar... Quase tudo previsível... Quase... Ainda que seja apenas como a “causa ignorada”, ou como uma seqüência esquizofrênica de fatos desconexos, lá está o acaso, moldando nossas vidas...
Se acaso você chegou até aqui... descubra seus acasos...
Deve ser mesmo muito difícil, no mundo do controle e da racionalidade, das teias redescobertas de vidas ligadas, aceitar o acaso. É algo fora de controle, interdependente em seu acontecer, mas independente em seu existir. É algo que vai além da simples compreensão, é uma questão de boa vontade... Eu diria até que de sensibilidade... Se nada for por acaso, tudo pode ser um grande acaso...
Acaso há casos em que penso metodicamente na relação entre tudo. Esquematicamente simulo milhões de interações causa-efeito pra explicar como as coisas se deram, se dão e hão de se dar... Quase tudo previsível... Quase... Ainda que seja apenas como a “causa ignorada”, ou como uma seqüência esquizofrênica de fatos desconexos, lá está o acaso, moldando nossas vidas...
Se acaso você chegou até aqui... descubra seus acasos...
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