terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Para bens, o mal

De vez em quando o mal supera o bem em criatividade e qualidade de enredo.
O mal é mais autêntico, mais visceral, mais real e, por isso mesmo, mais rico em possibilidades e mais dinâmico.



Dicotomia mal-dita essa...


São os dois um só, mas só vemos separado. É a dança deles que, rodopiando, viram o mundo em faces de beleza e crueldade. Fases da mesma face. Faces da mesma lua.


Hoje começa mais uma fase.


Repleta de faces ocultas. Cheia de frases já ditas. Imersa em destinos cruzados.


Hoje termina mais uma fase.


Vazia de sentidos sabidos. Oca de promessas findadas. Emersa de um transe constante.



E tudo continua igual...
A vida e sua ânsia banal
As fugas em delírio carnal
O conflito, a dúvida e tal
O bem, que nem sempre é o mal



O medo, o vazio e o caos...



E tudo muda a cada instante...
As peças e os livros na estante
Os sonhos e esperanças são infantes
Os planos pro amanhã são mutantes
O mal que torna o bem tão distante


A vida, a partida e mais...

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