quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Acaso há casos...

Há casos em que o acaso tem sido negligenciado e reprimido como artífice do desconhecimento. Voltaire falava que ele era a causa ignorada de efeitos conhecidos... Os provérbios o tratam como pai e invenção da ignorância... E todo manual esotérico o tiram das possibilidades de explicação de qualquer coisa. Nada é por acaso!

Deve ser mesmo muito difícil, no mundo do controle e da racionalidade, das teias redescobertas de vidas ligadas, aceitar o acaso. É algo fora de controle, interdependente em seu acontecer, mas independente em seu existir. É algo que vai além da simples compreensão, é uma questão de boa vontade... Eu diria até que de sensibilidade... Se nada for por acaso, tudo pode ser um grande acaso...

Acaso há casos em que penso metodicamente na relação entre tudo. Esquematicamente simulo milhões de interações causa-efeito pra explicar como as coisas se deram, se dão e hão de se dar... Quase tudo previsível... Quase... Ainda que seja apenas como a “causa ignorada”, ou como uma seqüência esquizofrênica de fatos desconexos, lá está o acaso, moldando nossas vidas...

Se acaso você chegou até aqui... descubra seus acasos...

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